

O número de pessoas que se percebem sozinhas, isoladas ou distantes atingiu níveis pandêmicos. No Japão, por exemplo, cerca de meio milhão de pessoas, conhecidas como hikikomori, se isolam por meses a fio. No Reino Unido, quatro em cada dez cidadãos relatam sentimentos de solidão crônica e profunda, o que levou o governo a criar um novo Ministério, o da Solidão, para combater o problema.
A solidão não é “apenas” uma questão social, é sim, um problema de saúde que pode levar à morte.
Estima-se que a solidão encurte a vida de uma pessoa em 15 anos, o mesmo impacto que a obesidade ou fumar 15 cigarros por dia pode ter sobre a saúde.
Existe uma surpreendente relação entre solidão e risco de mortalidade por câncer, seja no desenvolvimento da doença que na capacidade de resposta do corpo aos tratamentos.
A solidão é capaz de liberar hormônios associados à pressão arterial mais alta, à baixa imunidade e ao aumento do risco de doenças cardiovasculares.
Há evidências científicas de que a solidão possa acelerar o declínio cognitivo e funcional e servir como gatilho para a doença de Alzheimer.
Além de tudo isso, a solidão aumenta a probabilidade de suicídios, abuso de drogas, álcool, tabagismo e morte por overdoses...(Leia mais)
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